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Compartilhando a fé a partir da doutrina da Criação – Parte III

A primeira questão importante a ser tratada é a distinção entre Criador e criatura. Desde a antiguidade, tem havido a tentação de adorar as coisas criadas, em detrimento de seu Criador. Paulo, em sua carta aos romanos, trata deste assunto kologo no primeiro capítulo. Paulo nos diz que Deus criou o mundo, e, portanto seus atributos estão visíveis e os homens são tolos por adorarem as coisas criadas, ao invés de Deus, o Criador.

Agostinho, em suas confissões, usa este argumento contra os maniqueístas. Diz Agostinho, que eles, os maniqueístas não conheceram o Verbo, Jesus, pela qual todas as coisas foram feitas. Apesar de dizerem verdades sobre as criaturas, não procuraram o Autor da criação. E mesmo que o tivessem encontrado, como Deus, não o honraram como Deus, nem lhe deram graças, e ainda, mudaram a verdade de Deus em mentira, e serviram à criatura, ao invés do Criador.

Calvino, em suas Institutas, diz que os homens em seus louvores à natureza, suprimem o nome de Deus tanto quanto é possível. Também chama de profano, e destituído de consciência, aqueles que pensam que o universo é animado por uma inspiração secreta. Nos diz ainda que o universo foi criado para a glória de Deus, que é o seu Criador.

Mesmo crendo na natureza inerentemente pecaminosa da humanidade, Calvino não desqualifica a criação de Deus. Ou seja, mesmo destruída pelo pecado, a criação continua sendo para glória dele, e por isso deve ser valorizada.

Outra questão importante a ser considerada na doutrina da criação é a autoridade de Deus sobre todas as coisas criadas. Então, desta forma, os seres humanos são considerados parte desta criação, e sujeitos ao governo de Deus, com funções especiais. Com esta idéia bem clara, temos que o homem não é, e nem pode ser proprietário de nada; porém, está posto como um administrador, representando Deus.

Calvino, nesta questão, nos diz que Deus além de ter criado todas as coisas, é também levado a preservá-las, e que podemos achar na bondade de Deus a causa desta criação e preservação. Os louvores pertencem a Deus e ocorrem do testemunho da própria natureza.

Ainda sobre o governo e sustentação do mundo por Deus, diz-nos a Bíblia que Cristo sustenta todas as coisas pelo poder de sua palavra. Esta não é uma imagem de Cristo, como Atlas, que carregava o mundo em seus ombros; mas, Cristo conduz o mundo através dos tempos. Há um destino para a criação, e o propósito de Cristo é levar o mundo a este ponto.

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