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Cultura, política e religião no período interbíblico

Meados do Antigo Testamento ao período grego

Durante o reinado de Davi e Salomão, o povo de Israel viveu seu apogeu histórico. Havia cooperação entre Israel e as nações vizinhas.

Após o reinado de Salomão o reino se dividiu entre:

Reino do Norte (Israel) – junção das 10 tribos do norte.

Reino do Sul (Judá) – Junção da tribo de Judá com Benjamim.

Em 722 a.C. a Assíria invade o reino do Norte, Israel, e acaba com tudo, nunca mais se ouve falar deste povo, visto que os assírios provacavam a miscigenação entre os povos conquistados. Desta forma, perdeu-se a identidade do povo que lá vivia, gerando outro povo que seria conhecido mais tarde por samaritanos.

Depois disso os babilônios tomam o controle das mãos dos assírios, e em 586 a.C. invadem a terra de Judá, e os levam cativos para a Babilônia. Esta cativeiro durou 70 anos.

Na sequência, os persas conquistam as terras que pertenciam aos babilônios, e Ciro, rei dos persas, permite que os judeus voltem para sua terra. Esta é a história narrada em Esdras e Neemias. Tem-se a reconstrução dos muros de Jerusalém.

Então, sob o domínio persa começa o período interbíblico, denominado algumas vezes de perído do silêncio, fazendo menção à não atividade profética durante 400 anos, até que surge João Batista.

Neste período, não relatado na Bíblia, Alexandre, comandante do exército grego, derrota os persas e conquista o Oriente Médio.

Período Helênico

Alexandre conquistou estes lugares e impôs a cultura grega aos povos conquistados. Desta forma, a língua grega passou a ser a língua oficial do comércio e diplomacia.

Neste período Alexandre fundou 70 cidades nos moldes do padrão grego. Ele e seus soldados tiveram famílias com mulheres orientais, misturando assim, as culturas grega e oriental.

Os sucessores de Alexandre

Com a morte de Alexandre em 323 a.C. o reino dele foi dividido em 4 partes entre seus generais. Duas dessas divisões são importantes no estudo do Novo Testamento:

Império Ptolomaico – sediado no Egito – capital: Alexandria.

Império Selêucida – sediado na Síria – capital: Antioquia.

Vários dos governantes do Império Selêucida foram chamdos de Antíoco, devido ao nome de sua capital.

Em 64 a.C., o general romano Pompeu torna a Síria parte do Império Romano, e desta forma acaba o Império Selêucida.

Cleópatra, morta em 30 a.C., foi o último membro da dinastia dos Ptolomeus.

A palestina, que ficava entre a Síria e o Egito, torna-se vítima destes dois impérios. Ambos queriam cobrar impostos de seus habitantes e tornar esta região parte de seu próprio império.

Os ptolomeus, a princípio, dominaram por 122 anos esta região (320 – 198 a.C.). Neste período os judeus desfrutaram boas condições de vida. De acordo com a antiga tradição, foi neste período que houve a tradução da Bíblia judaica do hebraico para o grego, tradução conhecida como Septuaginta.

Em 198 a.C. os selêucidas conseguiram conquistar a Palestina do Egito por meio de Antíoco III.

Entre os judeus surgem dois grupos liderados por:

Onias – a favor do Egito

Tobias –  a favor da Síria

Antíoco IV (ou Epifânio) substitui o sumo sacerdote Onias pelo irmão deste, Jasom, que pretendia transformar Jerusalém numa cidade grega. Houve até mesmo corridas de homens nus em ginásios, para afrontar os judeus mais piedosos.

Havia também a invocação de deuses pagãos.

Mais tarde Jasom foi trocado por Menelau, que provavelmente não pertencia à descendência de Arão. Com isto os judeus ficaram ressentidos, pois Menelau também havia prometido a Epifânio cobrar mais impostos dos judeus para ele.

Antíoco continuou tentando anexar o Egito ao seu império, porém sem sucesso, pois Roma não queria perder seu fornecedor de cereais. Antíoco, pressionado por Roma, abandonou o Egito com seus exércitos.

Neste meio tempo chegou aos ouvidos de Jasom qeu Antíoco havia morrido no Egito, que, desta forma, voltou para  Jerusalém, tomou o controle das mãos de Menelau, e assumiu a cidade para si.

Antíoco, já atormentado pela derrota diplomática que sofreu no Egito, interpretou este fato como uma revolta, e enviou seus soldados para punirem os rebeldes. Dois anos depois ele envia Apolônio, seu general, com um numeroso exército, para tornar ilegal o judaísmo e  estabelecer o paganismo à força.

Os soldados saquearam Jerusalém e incendiaram a cidade. Milhares de  judeus foram mortos, mulheres e crianças foram escravizadas. Tornou-se crime praticar a circunscisão, guardar o sábado, celebras as festas tradicionais ou possuir manuscritos do Antigo Testamento. Muitos desses manuscritos foram destruídos.

Antíoco Epifânio sacrificou um porco no altar e a prostituição passou a ser praticada dentro do templo.

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  1. Presley
    14/09/2009 às 8:26 AM

    Parabéns pelo exelente “post” muito didático e construtivista, o que nos leva a reter o conhecimento e desenvolver a fé.
    Grande abraço.

    • Alexandre Milhoranza
      14/09/2009 às 8:36 AM

      Obrigado!
      Continuarei a postar mais algumas coisas do período intertestamentário, que é fundamental para podermos entender um pouco mais do ministério de Jesus, afinal tudo isso teve um impacto na sociedade judia que não deve ser desconsiderado.

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