Os Macabeus

A revolta

Diante disso, houve resistência judaica. Devemos nos lembrar que após o retorno do cativeiro babilônio, os judeus passaram a abominar a idolatria, e passaram a ser extremamente fiéis às leis de Deus.

Acontece que em uma ocasião, um agente de Antíoco Epifânio tentou obrigar o sacerdote Matatias a oferecer um sacrifício pagão, como forma de mostrar exemplo para os demais judeus.

Como era de se esperar, Matatias se recusou a fazê-lo. Porém, outro judeu se apresentou para a realização do tal sacrifício. Matatias, demonstrando todo seu zelo à lei matou este judeu, o agente real, demoliu o altar de sacrifícios e fugiu para a região montanhosa com seus cinco filhos e outros que apoiavam sua conduta.

Isso aconteceu no ano de 167 a.C.  Este episódio ficou conhecido como a revolta dos macabeus. O nome “Macabeu” (ou Martelo) era o apelido de Judas, um dos filhos de Matatias.

Judas Macabeu liderou várias batalhas de sucesso contra os sírios. Essa revolta também foi responsável por uma guerra civil entre os judeus a favor da Grécia e contra a Grécia.

Antíoco Epifânio morreu (163 a.C.) e a revolta continuou, até que os judeus conseguiram expulsar os sírios e retomaram o templo e a Palestina.

Independência judia

Judas Macabeu foi morto em batalha (160 a.C.) e seus irmãos Jônatas e Simão o sucederam.

Tanto Jônatas quanto Simão conseguiram obter algumas vantagens para os judeus declarando-se interessados no Império Selêucida. Jônatas reconstruiu os muros e os edifícios de Jerusalém. Ele assumiu também o posto de sumo sacerdote.

Simão conseguiu o reconhecimento da independência judaica diante de Demétrio II, que era um dos interessados no Império Selêucida, e renovou um tratado com os romanos feito na época de Judas.

Após isso, Simão passou a ser reconhecido como sumo sacerdote, comandante e líder dos judeus, ou seja, ele representava oficialmente a liderança religiosa, militar e política dos judeus.

Depois disso, a história da família dos Macabeus registra o lamentável fato da disputa pelo poder. Os propósitos político-religiosos dividiram seus partidários em fariseus e essênios.  Os essênios se transformaram nos “monges” da época. Se retiraram para o deserto para tentar viver uma vida mais pura e íntegra diante de Deus. Foram esses mesmos essênios que produziram os “manuscritos do Mar Morto” que foram achados em 1947 nas cavernas de Cunrã. Há teorias que dizem que João Batista pertenceu a este grupo.

Os partidários aristocratas, de inclinações políticas, vieram a ser os saduceus.

Em 63 a.C. o general romano Pompeu invadiu e conquistou a Palestina. Portanto, durante todo o período do Novo Testamento a Palestina estará sob o domínio do Império Romano. A curta independência havia acabado.

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