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Um pouco mais sobre a guerra civil dos judeus

No último post do período inter-bíblico, aprendemos mais sobre a revolta dos macabeus, o curto período de independência e a formação dos partidos políticos do primeiro século, na Palestina.

Vimos também que houve uma guera civil entre os judeus a favor dos gregos e contra os gregos. Neste post vamos aprender como este fato contribuiu para o enfraquecimento dos judeus e a consequente conquista por Roma da Palestina.

Vamos voltar ao período compreendido entre os anos 106 a 73 a.C. Quem estava no poder era Alexandre Janeu. Ele era ativo e autoritário, e continuou a política de expansão e (re)conquista iniciada na revolta dos macabeus anos antes.

Alexandre resgatou o título de rei dos israelitas, porém houve oposição, pois ele não fazia parte da linhagem real de Davi. Os judeus mais zelosos e piedosos, descendentes da resistência contra os gregos, conhecidos como fariseus,  foram contra este governo de Alexandre. Esses o acusavam de estar sempre em guerra, de fazer alianças com não-judeus, e o pior de tudo, ter se casado com uma viúva, algo extremamente proibido pela Lei (Levítico 21:13) aos sacerdotes.

Quando os fariseus organizaram uma revolta contra Alexandre, esse usou seus métodos brutais, e houve a morte de 50 mil homens.

Isto dividiu os judeus entre:

–  a favor dos fariseus

– a favor dos métodos violentos

Esta atitude continuou até os dias de Jesus.

Isto também levou os judeus a esperarem alguém que os libertasse destes conflitos e revoltas, pois este clima de tensão continuou mesmo após a morte de Alexandre Janeu.

Após sua morte, sua esposa Salomé Alexandra, reinou em seu lugar (76-67 a.C.) e foi caracterizado por relativa paz. Após este período seus filhos Hircano II e Aristóbulo travaram um guerra mortal um contra o outro.

Aristóbulo não iria deixar que seu irmão mais velho, Hircano II, tomasse o poder, e ainda houve a interferência de alguns árabes e idumeus, que fez com que o país mergulhasse numa onde de violência devastadora.

Isto fez com os os judeus quisesem apelar a uma “terceira pessoa”, alguém neutro para resolver este conflito interno.

Era o ano de 63 a.C. e em Damasco se achava um estrangeiro de nome Pompeu, em quem os irmãos foram procurar apoio em troca de dinheiro.

Como a Síria já pertencia ao domínio romano, Pompeu não ficou indifirente ao pedido dos judeus, e resolveu apoiar o fraco Hircano contra seu irmão Aristóbulo. Ele e seus seguidores se refugiaram no templo por 3 meses, até que Pompeu conseguiu invadir o templo. Nisto ele quis conhecer os segredos da religião dos judeus, e penetrou no santo dos santos com sua espada em mãos esperando encontrar algum deus supremo, mas ficou espantado ao não encontrar nada lá dentro.

Isto fez dos romanos heróis perante os judeus, já que entraram na Palestina como pacificadores (Pax Romana???), o que explica o fato de 75 anos após este fato ainda existirem judeus favoráveis aos romanos. Afinal tudo era preferível à guerra civil.

Agora podemos entender um pouquinho mais sobre a situação política na Palestina à época de Jesus. Os conflitos entre as classe sociais, a espera de um Messias, e qual era realmente a relação de ódio entre fariseus, saduceus, essênios e outros. O mais irônico é que anos e anos, depois destes acontecimentos, eles se uniriam em torno de causa em comum: crucificar um cidadão que se autoproclamava filho de Deus e salvador do mundo.

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