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Igrejas ou consultórios psiquiátricos?

Em um mundo a cada dia mais egocêntrico, não é dificil percebermos o quanto isso afeta a Igreja.

Por consequência do estilo de vida em nosso século, as pessoas tendem a olhar para si próprias. E, a igreja, é fatalmente atingida por estes pensamentos hedonistas, prazer e bem estar a todo custo.

Dificilmente vemos uma ênfase à adoração nas pessoas, por mais que digam o contrário, mas, atualmente, a ida a alguma igreja está relacionada a “sentir-se bem”.

Vamos à igreja para nos sentir bem, a comunhão dos irmãos nos faz bem, saímos com a alma leve e o espírito renovado. Tudo bem, isso não é pecado, mas será mesmo essa a real essência da Igreja? Foi para isso que Jesus morreu na cruz? Para que as pessoas se reunissem para sentirem-se bem?

Será que em algum lugar da Bíblia lemos este tipo de coisa?

As pessoas em nossas igrejas, hoje, almejam estar na igreja para que alguém cuide delas, para que dêem atenção a elas. Se esta espectativa não é suprida de alguma maneira, geralmente de uma maneira toda “especial”, para não dizer bizarra, as pessoas saem da igreja.

Ou seja, estão transformando a igreja, de uma comunidade de adoração ao Deus vivo e Santo, em uma comunidade psico-terapêutica.

Não vamos à igreja para nos sentir bem, ou acolhidos, ou amados; vamos à igreja para adorar aquele que nos deu vida, nos salvou e nos regenerou. A ênfase da igreja não está nas pessoas, mas está em Deus!

A partir do momento que nos conscientizarmos disso, que vamos, que estamos, que pertencemos à igreja, e que a ênfase está em nosso Senhor, e não em nós mesmos, passaremos a querer, cada vez mais, amá-lo e adorá-lo. E como consequência, e não finalidade, passaremos a querer ajudar nosso irmão. Passaremos a amar nosso irmão, e querer o melhor para ele.

Mas isso é uma consequência da nossa adoração a Deus na igreja, e não uma finalidade.

Vamos à igreja para servir, e não para ser servido.

Vamos à igreja para adorar, e não para nos sentirmos bem.

Não faz sentido mudarmos de igreja, denominação, comunidade por causa de desavenças, por causa de não nos sentirmos bem. Podemos mudar de igreja se mudamos de localidade, de bairro, município, Estado, País.

Se todos, como consequência de sua adoração a Deus, cuidassem uns dos outros, não teríamos este tipo de problema, e a igreja se tornaria uma comundiade psico-terapêutica, não como uma finalidade, mas como consequência da atitude correta.

Logo, a origem deste tipo de problema, na igreja, é resultado de nosso pensamento egoísta e pecaminoso.

Por isso a Bíblia diz que não devemos levar em consideração nossos próprios interesses, inclusive o de nos sentirmos bem, para considerarmos os outros superiores a nós mesmos (vejam como a Bíblia se completa).

Então, vamos resgatar o real sentido de Igreja: comunidade de adoração, ao invés de comunidade psico-terapêutica, isso é apenas a consequência de nossa adoração a Deus.

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  1. 21/11/2009 às 10:41 AM

    Creio que o espaço físico a que chamamos de igreja, pode ser um lugar de tratamento psico-terapêutico, um lugar onde pessoas feridas pelos traumas familiares, sociais e da própria religião (!) podem ser levadas ao processo de cura dessas feridas! Entretanto, a Igreja – na definição bíblica da palavra – é muito mais do que uma comunidade de adoração, ela é a “coluna e o baluarte da Verdade”! (1 Timóteo 3:15) Assim, sua missão primordial é a proclamação do Evangelho, como a única maneira de o homem ser reconciliado com Deus! E nem sempre as verdades do Evangelho são fáceis de serem “digeridas” por um homem carnal, mesmo que este seja um cristão! Assim, pode-se concluir que a Igreja não tem por finalidade fazer com que este homem se sinta bem, ouvindo o que ele gosta de ouvir (palavras mansas, pregações que mais se parecem palestras motivacionais, isso sem falar no famoso “triunfalismo” neopentecostal – personificado sobretudo na figura da “teologia” da prosperidade! – , ou aquele “evangelho” de facilidades, das bênçãos tão somente, que não prega o “tomar a cruz”, a renúncia e o desapego das coisas desre mundo, etc.), mas sim, aquilo que o homem precisa ouvir: o evangelho sem misturas, puro, enfim, a Palavra de Deus!

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