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Exegese de Filemon – Contexto histórico

A carta a Filemon é uma das que foram escritas enquanto Paulo esteve preso em Roma, por volta do ano 60.

Paulo escrevera esta carta a seu amigo Filemon para interceder em favor de Onésimo, seu escravo.

Na carta aos colossences, que também foi escrita durante a prisão de Paulo em Roma, no capítulo 4 verso 9, Paulo diz que Onésimo, era um deles, colossences. Sendo Onésimo escravo de Filemon, logo concluímos que Filemon residia em Colossos, e a igreja descrita reunida em sua casa era a igreja de colossos.

À época não existiam ainda os templos para as reniões das igrejas, logo, as reuniões eram realizadas nas casas dos membros pertencentes a estas comunidades.

Provavelmente, por ter escravos, Filemon era um cristão de muitas posses, e portanto, proprietário talvez de uma casa grande, onde era possível acomodar bastante gente com um relativo conforto. Quando a igreja crescia, e apenas uma casa já não comportava seus membros, outras casas eram usadas. Daí a expressão “igreja nas casas”.

Além do mais, nesta época, a igreja estava sob perseguição, e a reunião em templos, como a temos hoje, não era possível.

Filemon era um cristão convertido de Paulo, conforme podemos notar pela expressão “para não te dizer que ainda a ti mesmo a mim te deves”. Filemon era fruto provevelmente dos 3 anos que Paulo passou em Éfeso, e pelo teor cortêz e amável da carta, ele e Paulo eram amigos íntimos.

Parece que Onésimo havia roubado algum dinheiro de Filemon e fugido para Roma. Talvez depois, quando o dinheiro acabou, tenha ido procurar Paulo. Não é provável que tenha encontrado Paulo por acaso, já que Roma era uma cidade cosmopolita com milhares de habitantes.

Onésimo conhecia a Paulo da casa de seu senhor, Filemon, e pensou que talvez ele o pudesse ajudar. Uma vez em contato com Paulo, este o evangelizou, e Onésimo se converteu. Os versos 10 e 16 nos ajudam a entender que provavelmente, à época de sua fuga, Onésimo não era cristão, e após este encontro com Paulo, sua vida é transformada.

Uma vez que Onésimo havia se convertido, Paulo o persuade a agir como um cristão: voltando para o seu senhor, levando consigo esta carta para Filemon.

Devemos considerar que, para a sociedade da época, a escravidão era tida como normal. Os escravos eram considerados em geral, não como seres humanos, mas sim como um bem de consumo ou produção, tal qual uma carroça, ou cavalo. Porém a literatura parece desmentir alguns fatos sobre a crueldade para com os escravos no mundo antigo, especialmente o romano. Existem diversos casos sobre o tratamento bondoso dos senhores romanos aos seus escravos.

Na carta, Paulo pede que Filemon receba Onésimo como um irmão amado e como se estivesse recebendo a ele próprio. Paulo intercede dessa maneira pois, naquela época, era permitido aos senhores açoitar escravos fugitivos, e provavelmente tirar a vida dos que tivessem roubado alguma coisa.

Paulo, no verso 11, diz para Filemon que Onésimo será muito útil a ele agora. Pode ser um trocadilho com o significado do nome “Onésimos“, derivado do verbo “oninemi“, que significa tornar-se útil.

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Categorias:Exegese de Filemon, NT
  1. 23/03/2010 às 3:32 PM

    Alexandre gostei muito do seu material sobre Filemom. Vou examinar os demais artigos e sugiro um artigo sobre o Apóstolo Paulo – http://reflexaobiblica.spaceblog.com.br/140250/APOSTOLO-PAULO-2/.

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