Êxodo – Entre o mar e a espada

Introdução

Continuando nossa saga junto com o povo da aliança, chegamos a um ponto crucial desta aventura; onde o povo de Israel veria os feitos do Deus que os havia chamado, e, por meio do livramento na travessia do mar de juncos, renderiam o louvor devido a YAHWEH.

A páscoa

Estamos em Êxodo, capítulo 12, onde YAHWEH institui a comemoração da páscoa. Além disso, como forma de marcar o tempo anual da nação que estava por surgir, YAHWEH determina que o mês desta comemoração seria o primeiro mês do ano. Isto pode simbolizar a comemoração pela libertação logo na entrada de um novo ano.

A páscoa, ou פסח (pessah) em hebraico, pode fazer menção à passagem que tiveram, e à rápida saída que teriam do Egito. Nesta saída rápida não haveria tempo de muitos preparativos, por isso os pães, nesta comemoração, deveriam ser sem fermento. Um outro ponto, que não fica claro no texto, é que o fermento pode também significar a corrupção, que não deveria eatar entre o povo da nova nação.

Neste episódio aprendemos que, o Deus que chamara o povo, também providenciara sua redenção. Esta redenção, no episódio do Êxodo do povo de Israel, será o padrão de rendenção mencionado no Antigo Testamento. O profeta Isaías, mencionando a restauração de Israel após o cativeiro, remete suas palavras à lembrança do Êxodo no capítulo 43.

A consagração

YAHWEH chamara este povo a ser uma nação separada, santa. Neste processo de separação a YAHWEH a consagração do povo deveria ser comemorada com duas cerimônias relacionadas entre si: a páscoa, como vimos acima, e a consagração dos primogênitos, conforme lemos em Êxodo 13:2; 6-7. Lemos no relato evangélico de Lucas que Jesus foi consagrado segundo esta tradição, de acordo com o capítulo 2 verso 22.

Esta consagração dos primogênitos lembraria aos israelitas que Deus os tinha como filhos, segundo Êxodo 4:22. Esta consagração também deveria ser uma expressão da gratidão de Israel para a redenção graciosa de YAHWEH.

A morte do cordeiro pascal redimiria da morte os filhos dos israelitas, segundo Êxodo 13:15. Isto os lembraria de que a redenção tem um preço, e nossas atitude erradas e pecados tem consequências sérias.

O Êxodo

A saída dos israelitas do Egito foi feita por uma rota não egípcia justamente para evitar o exército do faraó pelo caminho mais comum naquela época.

Em Êxodo 13:21 YAHWEH fornece provas do seu poder ao guiar o povo da aliança com a coluna de nuvem e de fogo.

YAHWEH avisa aos israelitas que viriam mais problemas pela frente ao dizer que o coração do faraó seria endurecido. Porém o propósito era a glorificação de YAHWEH para que os egípcios soubessem que somente ele era Deus. Isto nos remete à ideia de que o ser humano não é o foco da narrativa bíblica, mas sim a glorificação do único Deus soberano sobre toda a terra, de acordo com Êxodo 14:4.

Quando YAHWEH orienta o povo a fazer voltas pelo deserto, daria ao faraó a ilusão de que o povo estava desorientado, tornando-o portanto, uma presa fácil diante de seu poderoso exército.

Então, a lição definitiva de Deus para o povo da aliança e para os egípcios, envolveu a resposta de fé de Moisés para superar a visão distorcida que o povo tinha da situação, conforme Êxodo 14:13. Mais uma vez aprendemos que a fé não é um botão mágico que aciona o braço de Deus a nosso favor, mas a capacidade, dada pelo próprio Deus, de permanecer firme em qualquer situação.

Mais tarde, conforme o texto de Êxodo 14:31, lemos os resultados desta intervenção divina em favor do seu povo. Mais tarde, estes resultados ultrapassariam as fronteiras de Canaã, conforme relatos no livro de Josué.

A celebração da vitória

No capítulo 15 de Êxodo lemos o cântico de vitória do povo sobre os feitos magníficos de YAHWEH. Este cântico é repetido e relembrado em Apocalipse 15.

Notemos que a intervenção humana é claramente excluída. YAHWEH era o único responsável por tudo.

Neste cântico podemos perceber a relação com a criação por causa da separação das águas. Há o caos para que a vida possa continuar. Novamente, por todo Antigo Testamento, o tema de Deus subjugando as águas estará presente. O livro dos Salmos, Naum e Isaías trarão muitas menções a este fato.

Estes episódios ensinaram o povo de que YAHWEH era fiel às suas promessas e tinha poder para superar todos os obstáculos.

A promessa em risco novamente

Depois disso tudo, depois de todos os sinais e milagres, o povo volta a reclamar no deserto, e a promessa parece estar em risco novamente, como vimos por todo livro de Gênesis.

Mas YAHWEH, que é fiel não necessariamente a nós, mas às suas promessas e sua palavra, dissera lá em Êxodo 3:12, que seu povo o encontraria e o adoraria no monte, o que aconteceu no capítulo 15 versos 22 e 23.

Durante toda a travessia no deserto, mesmo vivendo dias e noites de milagres, o povo duvidava das promessas, não cria na soberania e poder de YAHWEH, que os havia chamado e redimido.

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  1. 01/10/2010 às 5:03 PM

    Excelente teu blog. Paz e Graça!!

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