Escatologia de Mateus – Introdução

Introdução

Esta monografia tem como finalidade estudar a escatologia contida no evangelho de Mateus, especificamente abordada no capítulo 24.

É um assunto que traz grandes desafios, pois une tanto aspectos simbólicos como literais em sua linguagem, além de unir em um mesmo texto eventos históricos relativamente próximos, como a destruição de Jerusalém, como os eventos que ainda não se cumpriram, como a volta de Jesus.

Na composição deste estudo estamos considerando Mateus como o autor do evangelho que leva seu nome, por isso, as questões sobre a legitimidade da autoria mateana não serão abordadas neste material.

Entretanto, com a finalidade de nos auxiliar no entendimento e interpretação deste capítulo, se faz necessário o estudo do propósito do autor quando relatou estes acontecimentos preditos por Jesus. Além disso, o estudo do contexto histórico-literário é de fundamental importância neste estudo, pois certamente o autor foi influenciado pelas concepções judaicas sobre o Messias durante o período chamado interbíblico, além da influência da cultura judaica em seus escritos.

O evangelho de Mateus, segundo uma perspectiva mais conservadora, foi escrito em data ligeiramente posterior ao evangelho de Marcos, escrito provavelmente entre os anos 45-60 (PINTO, 2008, p. 34).

Mateus é o único evangelista que cita o termo igreja, e o faz por duas vezes, e isso é importante pois, neste período o rompimento entre a Igreja e o judaísmo estava muito pronunciado, e era importante mostrar para os judeus, que haviam abraçado a causa cristã, que eles não abandonaram YAHWEH só porque a nação de Israel rejeitara a Jesus. Então Mateus, para encorajar estes judeus, mostra a messianidade de Jesus, e como ele cumprira, até aquele momento, todas as profecias feitas sobre ele no Antigo Testamento (PINTO, 2008, p. 35). Do mesmo modo, o evangelho foi escrito para fortalecer os judeus que passavam por perseguição e a oportunidade que isso gerava para o evangelismo das nações (GUNDRY, 2008, p. 217).

Logo, uma vez provada a messianidade de Jesus, Mateus, no fim do seu evangelho, trata sobre o retorno do Messias, e os sinais que antecederão a sua volta, além das dificuldades e perseguições que esse povo sofrerá conforme veremos adiante.

Portanto, o evangelho de Mateus tem um caráter tanto didático, relacionado com a recém-nascida Igreja, quanto um caráter apologético, mostrando a messianidade de Jesus, enfatizada também em seu último discurso, o qual é o objeto do nosso estudo nessa monografia (PINTO, 2008, p. 37).

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