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006 – Introdução ao Período Histórico – Senta que lá vem história

Introdução aos livros históricos do povo da aliança

 Até este momento, estudamos, no Pentateuco, as ações de Deus desde a criação do mundo até a iminência da entrada do povo hebreu na terra prometida.

Na Bíblia hebraica os livros de Josué, Juízes, I e II Samuel e I e II Reis pertencem à divisão dos “Profetas Anteriores”, ou seja, os hebreus consideram muito mais seu conteúdo teológico do que seu perfil histórico. Este conjunto de livros abrangem sete séculos de história do povo a aliança, começando pelo chamado de Josué (Js.1:1-2) até a libertação do rei Joaquim de Judá (2 Rs. 25:27).

O restante dos livros, Rute, I e II Crônicas, Esdras, Neemias e Ester estão na divisão chamada de “Escrituras”.

A história deuteronomista

Alguns estudiosos identificaram que os padrões que se repetem nos livros considerados históricos (Josué a II Reis) seguem as determinações do livro de Deuteronômio a respeito do local de culto, forma de culto, modo de vida e, sobretudo a fidelidade do povo com relação à aliança entre Javé e o povo de Israel. Por isso, costumam chamar este período de história deuteronomista.

A obediência à aliança traria bençãos (Dt. 28), porém a desobediência levaria o povo à perda da terra prometida (Dt. 30).

Veja abaixo algumas expressões que se repetem nos livros que conhecemos por históricos:

  • “os israelitas fizeram o que o Senhor reprova” – em Juízes;
  • “andaram nos caminhos de Jeroboão” – em Reis

Os discursos que relembrar a redenção do povo do Egito e as obras de Deus entre o povo também são recorrentes em todos estes livros. Observe o padrão em cada um dos  textos relacionados abaixo:

  • Deuteronômio 4;
  • Josué 23;
  • Juízes 2:11-23;
  • 1 Samuel 12;
  • 2 Samuel 7;
  • 1 Reis 8;
  • 2 Reis 17:7-23

Portanto, podemos verificar que a mensagem deuteronomista se repete em diferentes momentos da história do povo de Israel, onde a padrão de reprovação é dado por Jeroboão, que não fez o que Javé estipulara na Aliança. Em contrapartida, o padrão de aprovação é o rei Davi, que centralizou o local de adoração em Jerusalém, de acordo com Dt. 12 e seguiu as estipulaç!oes da aliança.

Durante este período houve intensa atividade profética, que mostram a paciência e fidelidade de Javé à aliança estabelecidade com os hebreus.

História teológica

Nós costumamos estudar história de um ponto de vista linear, ou seja, um principio, meio e fim. Porém, no Antigo Oriente Médio o tempo cronológico não parecia ser importante, pois os povos antigos costumavam marcar a história por eventos cíclicos, que se repetiam. Tudo era visto com uma visão sobrenatural dos fatos, por isso era muito comum a estes povos viverem presos a rituais e encantos, pois seus deuses eram inconstantes e vingativos. Portanto, para afastar maus presságios ou eventos ruins, estes povos praticavam a magia e encantamentos, já que tudo em sua história era visto sob o prisma sobrenatural pela ação dos seus deuses.

Os israelitas estavam proibidos de praticar a magia e encantamentos, já que seu Deus, Javé, era constante e imutável e, portanto nenhuma surpresa atingiria os israelitas. Todo o padrão estava definido pela aliança e pela lei, ou seja, a obedi6encia gera benção e a desobediência gera maldição. Além disso, os eventos climáticos eram controlados por Javé, o Deus único, logo os israelitas não precisariam de nenhum ritual para que ele mandasse chuva, ou ventos ou sol.

Desta forma, teologia e história de unem no estudo do Antigo Testamento baseados na aliança entre Javé e seu povo, este é o fundamento da teologia e hsitória deuteronômica.

Aplicação para a Igreja contemporânea

Devemos ler a história de Israel sob o ponto de vista teológico, ou seja, a ação de Deus entre seu povo com fim de instrução e auto-revelação de Deus.

Muito embora sermões e lições citando os bons exemplos das pessoas que viveram neste período sejam válidos, na realidade a ênfase deve ser dada a Deus, pois ele é a figura central, não os personagens apresentados. A revelação apresentada nos livros que cobrem este período é de Deus e não a de Davi, Sansão, Elias ou Josias.

Não devemos tentar buscar ensinamentos com base na vida de Saul ou de Eliseu, mas procurar os padrões de Deus para seu povo com base na aliança estabelecida entre eles. Então, nos próximos estudos, que abrangerão os livros históricos, passaremos a observar o seu prisma teológico e não apenas histórico. Estudaremos também o papel de Deus na história e não a ação das pessoas separadas da revelação de Deus entre o povo  da aliança.

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