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Archive for the ‘Arequipa 2010’ Category

Sexta

Bom, para você que tem nos acompanhado este foi nosso último dia de trabalho no Projeto Sembrando Vidas. Foi uma semana que, com certeza, moldou nossa forma de pensar, e ser igreja.

O dia, para variar, foi de muitas atividades.

Eu ajudei o Claudio a preparar o almoço, enquanto o Eduardo e a Ana Claudia brincavam com as crianças e também se preparavam para a apresentação dos palhaços.

Uma peça com os palhaços foi apresentada. Para esta apresentação contamos com a presença das mães das crianças que frequentam o Projeto.

Esta peça foi bem evangelística, inclusive com impacto nas mães das crianças. Depois da peça, essas mães ofereceram, como uma homenagem ao Projeto, um almoço tipicamente peruano: o famoso chicharón. Uma das mães fez um discurso de agradecimento ao Projeto, e o Sr. Adolfo, um líder comunitário, também fez um discurso bastante emocionado.

O Fabian e a Patrícia, amigos do Claudio e da Andreia, ficaram conosco, nos ajudando todo o dia de hoje. Foi uma benção muito grande conhecê-los aqui. Este casal tem doado toda a sexta-feira para participar do Projeto e ajudar o casal de missionários a tocar o Projeto.

Depois disso, finalmente começamos a pintar a casa, pelo menos por fora.

Depois de pintarmos a casa fomos até uma quadra comunitária de Characato, onde as crianças puderam se divertir jogando futebol. O Claudio, o Eduardo e a Andreia tiveram coragem de enfrentar a altitude para brincar com as crianças.

Depois deste momento desportivo voltamos para o Projeto, e de lá fomos todos para uma lanchonete de um amigo do Claudio, o Garage.

Assim termina nossa saga em Arequipa, Peru.

Se antes eu sabia, agora tenho certeza, de que o verdadeiro evangelho é muito mais do que palavras ou folhetos. O Reino de Deus está em nós, então cabe à Igreja o papel de transformar espiritual, social e economicamente a comunidade onde ela está inserida, e tentar melhorar a realidade das pessoas que lá vivem. Isso o Projeto Sembrando Vidas tem feito; levando um serviço de qualidade para as crianças da comunidade enquanto prega o evangelho da salvação em Cristo, um associado ao outro.

Foi bom tê-los conosco dividindo as aventuras, emoções e missões.

Espero que você se sinta desafiado a viver um evangelho do serviço cristão, servindo às pessoas e consequentemente a Deus.

Ore por este Projeto, contribua, e, se possível venha visitar. Quem sabe em outra oportunidade possamos estar juntos fazendo a diferença na vida das pessoas.

Se não for possível ir a Arequipa, sirva a seu próximo onde você estiver. Lembre-se que o reino de Deus está em você, então isso deve atingir as pessoas à sua volta.

Que os homens vejam suas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

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Quinta

A semana vai se aproximando do fim, e com ela nossa missão aqui em Arequipa.

Antes de irmos para o Projeto passamos no bairro de Arequipa especializado em tintas e pinturas para comprarmos os produtos que darão base para a pintura da casa.

Passamos uma parte da manhã e da tarde passando um tipo de base para a tinta que dará cor à casa. Terminando este processo, nosso descanso foi brincar com as crianças. Fizemos fila com elas, e de dois em dois colocavámos em um carrinho de pedreiro correndo pela área aberta do projeto.

O Eduardo e a Ana Claudia fizeram recreação com elas, pois eu e o Claudio estávamos exaustos por passar a base na casa, sem chance para ficar pulando com elas.

Mesmo sujos, o Claudio e a Andreia nos levaram para comer o famoso Pollo Broaster, que aliás foi muito bem recebido depois do trabalho que tivéramos a pouco.

Depois de comermos, nos dirigimos para a região de Arequipa especializada em móveis e estantes para escritório. Com a oferta enviada foi possível também comprar estes móveis para organizar melhor os materiais do Projeto. A lista do que foi possível fazer no Projeto continua crescendo, impressionante, Deus continua a multiplicar suas bençãos.

Enquanto a Andreia, Ana Claudia e a Tania escolhiam as estantes, eu, o Eduardo e o Claudio fomos comprar uma mangueira. Na volta, vimos que as mulheres haviam escolhido nada mais nada menos que quatro estantes! O detalhe é que todas elas foram em cima do carro do Claudio! De lá as mulheres seguiram para fazer algumas compras pessoais, enquanto que o Eduardo, o Claudio e eu fomos para Characato deixar as estantes no Projeto.

Todos cansados das tarefas de hoje, chegamos na casa do Claudio na expectativa de um banho quente e relaxante, mas ficamos só na expectativa, pois haviam cortado a água nesta região.

Até o fechamento deste post a água não havia retornado ainda; vamos continuar esperando.

Amanhã temos o plano de começar a pintura da casa. É esperar para ver como vai ficar.

Continue acompanhando tudo por aqui.

Categorias:Arequipa 2010, Quinta

Quarta

Preâmbulo

Hoje definitivamente foi o dia mais corrido e aventureiro desde que chegamos. E você, que tem nos acompanhado dia dia, tem gostado dos posts, este de hoje com certeza está imperdível.

Depois de tomarmos nosso café da manhã, saimos para o Projeto mal sabendo o que nos aguardava.

O Fogão

Hoje a Ana Claudia, o Eduardo e eu, junto com o Claudio não fomos diretamente ao Projeto, pois fomos às compras. A Andreia foi ajudar a Tânia, afinal as crianças consomem muito do tempo.

A Ana Claudia foi ao delírio, pois fomos a uma região que lembrava bastante a 25 de Março. Um monte de portas uma ao lado das outras, e dentro dessas portas, milhares de boxes com quiquilharias de cozinha. Diante daquele caos de ruas estreitas, carros passando uns por cima dos outros, calçadas estreias e cheias de gente, entrávamos em loja por loja para meu total desespero.

Aqui em Arequipa os habitantes tem um hábito bem peculiar. Para tudo, tudo mesmo, se negocia e pechincha usando a famosa frase “quanto menos?” depois da oferta de preço do lojista. Pois bem, com este hábito de consumo, fomos de loja em loja pesquisando preços de panelas e do famoso fogão, que foi o objetivo inicial da oferta que você doou. Depois de muitos “quantos menos” finalmente achamos uma loja que tinha um preço justo. Compramos o fogão, de 2 bocas com forno, 3 panelas e mais algumas coisas de cozinha.

Depois desta batalha o pior nos aguardava. Ficamos eu, a Ana Claudia e o Eduardo, naquela calçada mega movimentada, esperando o Claudio voltar com o carro do estacionamento. Assim que o Eduardo avistou o Claudio chegando, imediatamente ele começou a fazer o desvio dos demais carros que passavam. Agora imaginem o trânsito normalmente caótico como não ficou depois desta intervenção inusitada?! Tratamos de colocar o fogão rapidamente em cima do carro em meio ao som das buzinas enlouquecidas e voltamos finalmente para o Projeto; alegria geral do pessoal do Projeto Sembrando Vidas!

A casa

Se o dia terminasse com esta aventura jã estaria de bom tamanho, mas por íncrivel que pareça tinha apenas acabado de começar.

Acontece que, como a oferta enviada foi muito boa, conseguimos comprar uma casa pré-fabricada de madeira, que servirá de sala de aula para os alunos do Reforço Escolar. Já havíamos encomendado a casa, e hoje fomos buscá-la. A parte mais curiosa é que ainda não tínhamos ninguém para entregar a casa. Mas, para o Claudio, aqui em Arequipa, isso não é problema. Rapidamente fomos umas 4 quadras acima da loja onde compramos a casa e achamos um hermano que topou levar a casa em sua camionete.

Neste momento houve uma negociação de como chegar em Characato, local do Projeto. Para nosso entregador não ir sozinho e se perder, ou mesmo quem sabe partir para longe com a casa, eu resolvi ir com ele para seguir o carro do Claudio. O detalhe é que eu não falo espanhol e o hermano não falava português, mas estávamos só nós dois no carro e inevitavelmente surgiam conversas. Não sei como conseguimos nos entender, talvez algum dom de línguas dado naquele momento, quem sabe.

Tudo corria bem, até que o hermano resolveu “cerrar el camino”, que eu entendi como um atalho. O pior de tudo é que eu estava certo! Ele resolveu cortar caminho e se deviou da rota da Claudio dizendo que conhecia um caminho mais rápido. O desepero veio quando eu disse para ele que eu não conhecia aquele caminho para Characato. Sem pensar duas vezes ele freou o carro no meio da pista (sim, aqui no Peru se faz isso), deu a volta, entrou em um posto e começo a pedir informações sobre como chegar a Characato.

Neste momento eu perguntei a ele se havia dois Characatos em Arequipa, e para aumentar meu despero ele disse que sim, havia dois Characatos em Arequipa, e ele estava indo para o errado.

Tentem imaginar a situação de alguém que não habla español, estava sem a carteira, não sabia o telefone de ninguém, e ao lado de um peruano que não sabia a caminho para a Characato correta?! Pois bem, agora você pode ter noção do que eu estava sentindo naquele momento.

Nuestro hermano, com a ajuda da população local conseguiu achar o caminho para Characato, e por iluminação divina consegui lembrar o caminho, e explicá-lo, para nosso entregador.

Ufa! Finalmente havia conseguido chegar! Acho que já consigo viver aqui sem morrer de fome.

A porta da casa

Bom, agora você deve estar pensando que a aventura terminou, certo? Claro que não! Tínhamos que montar a casa, ou pelo menos ajudar o montador que a loja mandou.

Em questão de algunus minutos o peruano, que mais parecia um ninja, montou toda casa. Fizemos uma sessão de fotos dentro da casa, fora da casa, enquanto o ninja peruano a montava. Estavam todos alegres, felizes e contentes, porém o que parecia estr correndo bem, justamente no final da montagem, a porta resolve dar problema. E aconteceu que demorou muito mais tempo para montar uma porta do que a casa toda.

Neste momento todo pessoal foi embora, e ficamos eu, o Claudio e a Tânia, que já mora lá, esperando o montador terminar seu serviço. Acontece que hoje foi a noite mais fria desde que chegamos, e tinha que ser justamente hoje.

Como a Andreia tinha voltado com o pessoal para casa de carro, eu e o Claudio voltamos de kombi. Foi um tour pela cidade de Arequipa. Descemos no ponto final, e de lá tentamos arrumar um táxi para completar o caminho, mas acontece que todos vinham cheios, impressionante!

Finalmente conseguimos um, que fez uma trajetória em vários pontos de congestionamento, e ainda no final da viagem papo vai, papo vem ainda falamos com o motorista de taxi que está desviado dos caminhos de Jesus. Oramos com ele, e depois quase nem acreditando chegamos na casa do Claudio.

O Fim

A noite terminou com a visita de um casal amigo dele e da Andreia, o Fabio e a Patrícia. Como era aniversário do Fábio hoje, a Andreia resolveu fazer nada mais, nada menos que strogonoff, meu prato favorito!

Bom, o dia hoje rendeu muito! Deus mostrou que cuida de cada detalhe daquilo que está em seus planos.

A partir de amanhã iremos começar a pintura da casa.

Continue conosco acompanhando tudo o Deus faz por meio de sua igreja.

Categorias:Arequipa 2010, Quarta

Terça

Hoje acordamos um pouco mais cedo, pois, ao que parece, o dia estava prometendo.

Não tomamos café na casa do Claudio e da Andréia, pois tínhamos que levar a Vitória  e a Ana Clara na escola. Fomos todos juntos bem apertadinhos no carro.

Quando chegamos no Projeto, a idéia inicial era tomar café, mas os afazeres nos chamavam, então manos a obra!

Cantamos e dançamos com as crianças, e claro que ao final da cantoria estávamos sem fôlego, afinal a altitude nestas circunstâncias não perdoa.

Depois do fôlego recobrado a Ana Claudia ficou com a Andreia e a Tânia no Projeto, enquanto eu o Eduardo fomos com o Claudio comprar o material para construir a plataforma onde será colocada a casa que compramos ontem.

Descobrimos que carregar sacos de cimento com 42 Kg na altitude de 2500 metros também é uma tarefa de tirar o fôlego. Compramos 4 sacos de cimento, cada um carregou um saco, porém, no último todos ficaram ensaiando para pegar o derradeiro, que no fim, sobrou para mim mesmo.

Depois dos sacos descarregados começamos a ajudar os pedreiros a encher a plataforma com cascalhos e pedras. Mais uma vez nosso fôlego foi testado.

Quando terminamos de ajudar os pedreiros com esta tarefa, fomos almoçar, pois ninguém é de ferro.

Chegamos em um restaurante tipicamente peruano (claro, estamos no Peru né?!), inclusive a música de fundo, que tanto nos agradou que dormimos na mesa esperando nosso chicharón ficar pronto.

Chegamos de novo no Projeto, e, para nossa surpresa, a porta de acesso ao interior da casa estava trancada! E o pior, as mulheres tinham levado todas as chaves. Logo, ficamos para fora sem talheres, pratos ou copos. Acabou que comemos nosso delicioso chicharón feito 3 ogros, 3 bárbaros. Enquanto isso as mulheres estavam na casa do Claudio e da Andreia comemdo um belo arroz com feijão.

Pegávamos a carne, a salada e as batatas com as mãos, sentados na escada rindo da nossa própria desgraça, e sem poder tirar qualquer foto, pois minha blusa, com a carteira e a máquina fotográfica haviam ficado trancado lá dentro da casa.

Depois da sessão neardenthal, o Eduardo e o Claudio foram ao banco trocar o dinheiro para pagar os pedreiros, e eu fiquei na casa para acompanhar o trabalho dos pedreiros.

Conforme o sol ia se pondo nosso frio aumentava, já que as blusas estavam trancadas dentro da casa. Uma hora e meia depois, nosso amigos pedreiros haviam finalizado toda a plataforma para la casita de los niños.

Chegamos todos acabamos e moídos, e para a surpresa de todos os homens, as mulheres estavam prontas para sairem para a noite Arequipeña.

Demos uma volta no centro de Arequipa, que a propósito é muito bonito, e voltamos, pois as pernas não estavam mais respondendo aos comandos cerebrais.

Bom, por hoje é só. O dia foi realmente cansativo, mas valeu a pena com certeza!

Amanhã o dia será tão cheio quanto hoje, pois planejamos comprar o fogão, buscar a casita de los ninõs e outras coisas mais, que com certeza estarão relatadas aqui, não perca!

Categorias:Arequipa 2010, Terça

Segunda

Hoje acordamos com a promessa de muito trabalho pela frente. Após um excelente café da manhã, com uma boa conversa com nossos amigos Claudio e Andreia, nos dirigimos finalmente para o local onde funciona o Projeto Sembrando Vidas.

Chegando lá, começamos ajudar na preparação do almoço das crianças do Reforço Escolar. Terminada a tarefa inicial de picar os ingredientes, me pus a ajudar no cozimento do almoço, enquanto a Ana Claudia e o Eduardo brincavam com as crianças.

Hoje conhecemos a Tânia, a outra missionária que mora na própria sede do Projeto Sembrando Vidas. Uma pessoa muito agradável, e bastante brincalhona também. Ou seja, foi empatia mútua à primeira vista.

Depois que terminei de ajudar com o cozimento do almoço também fui brincar com as crianças. Eu tive a brilhante idéia de brincar de cavalinho, então eu e o Eduardo colocamos as crianças nas nossas costas e cavalgamos no terreno do Projeto.

Porém nos esquecemos de um detalhe importante: a altitude! Não precisa ser um gênio da física para deduzir que ficamos muito ofegantes por alguns minutos.

A Ana Claudia passou mal durante a tarde, e precisou tomar o famoso “Te de coca”, popularmente conhecido com o chá de coca. Graças a Deus não era nada mais grave e ela ficou melhor bem rápido.

Durante o período do reforço escolar, à tarde, o Eduardo e a Ana Claudia ficaram com as crianças no Projeto, enquanto eu e o Claudio fomos negociar a compra de uma casa pré-fabricada de madeira.

Sim, você não leu errado! Fomos comprar uma  casa pré-fabricada de madeira com a oferta que você deu. Além do fogão nossos missionários poderão adquirir esta casa, onde farão uma sala de aula para as crianças do Reforço escolar.

E não é só isso! Além da casa pré-fabricada e do fogão, o Projeto poderá adquirir um tanque para ajudar na limpeza da cozinha, e mais algumas coisas que agora são necessárias para o bom andamento do Projeto.

Esta casa ficará pronta até quarta-feira ao meio dia. Ou seja, poderemos participar ajudando com a pintura desta casa antes mesmo de voltarmos ao Brasil. E voc6e poderá acompanhar tudo por aqui. Fique ligado!

Voltando para o período do Reforço Escolar, quando eu e o Claudio voltamos, soubemos que o Eduardo se sentiu o próprio Kaká entre as crianças.

O período do reforço Escolar terminou e todos nos pusemos a limpar o Projeto. Finalizado mais este trabalho levamos para casa dois novos amigos que fizemos aqui: o Pablito e Rebeca, que foi a pessoa que cuidou da Ana Claudia, além da Tânia, quando passou mal a tarde.

Durante este trajeto percebemos mais uma vez que a cidade de Arequipa é tão grande quanto São Paulo.

Voltamos para a casa do Claudio e da Andreia, onde tivemos mais conversas agradáveis e cheias de risadas para todos os lados, que me rendeu uma bela tosse.

Amanhã o trabalho continua, e agora teremos que correr atrás de alguém que faça o piso para servir de base para a casa que foi comprada.

Não posso deixar de me emocionar ao ver que, já no primeiro dia, Deus realmente começou a fazer muito mais além daquilo que eu tinha imaginado.

Toda glória seja dada e ele!

Categorias:Arequipa 2010, Segunda

Domingo

Hoje foi um dia para conhecer Arequipa. Pela manhã fomos a uma igreja, onde almoçamos e pudemos assistir à final da copa do mundo. Lá pudemos conhecer um pouco da culinária típica peruana, o chicharrón.

A noite conhecemos outra igreja, a Igreja Batista Nova Jerusalém. Uma comunidade muito acolhedora, onde tive a oportunidade de pregar, a Ana Claudia deu uma pequena palavra e o Eduardo ajudou a cantar uma música: alto preço, que veio bem a calhar para a ocasião. Fui auxiliado pela Andreia, que fez a função da tecla SAP para mim.

Categorias:Arequipa 2010, Domingo

No aeroporto

Aqueles que me conhecem a mais tempo sabem que eu não sou o tipo mais calmo de pessoa. Seguindo meus intintos de pressa naturais, chegamos com meu pai e meu sogro, ao aeroporto com certa antecedência, quer dizer, o que me parecia ser um horário que nos permitisse certa folga.

Pois bem, logo que chegamos ao estacionamento do aeroporto a fila imensa de carros já estava à vista, péssimo presságio à frente.

Dentro do aeroporto, eu e meu sogro tratamos de “cambiar la plata”, ou trocar os dólares, em bom português. Primeira etapa vencida!

Enquanto isso a Ana Claudia, e nossa comitiva aguardavam na fila pertencente à LAN. Voltamos, eu e meu sogro à fila para, desta vez, irmos até a ANVISA trocar os comprovantes de vacina pelo certificado internacional de vacina. O Peru não exige este certificado, mas prefiro pecar pelo excesso do que pela falta. Fomos eu e o Eduardo, e, para nossa surpresa, o local estava totalmente deserto! Impressionante, pois eu sempre tento imaginar o pior cenário possível.

Mais uma etapa vencida! Parecia que tudo estava correndo bem. Bem até demais…

De volta mais uma vez à famigerada fila da LAN, eu o Eduardo começamos a nos perguntar se realmente era necessário ficar plantado esperando o tempo passar. Como quem tem boca vai a Arequipa, saimos procurando mais informações de como fugir desta sina brasileira.

Achamos um terminal de emissão de passagens da LAN, tentamos a sorte, digitando os códigos que a CVC nos deu. Agora, com as passagens impressas em mãos fomos perguntar se ainda precisávamos ficar na fila. Um funcionário, muito bem humorado (isso foi uma ironia ok?) nos informou que aqueles que estavam de posse das passagens impressas não precisavam permanecer na fila. BINGO! Por que não nos informaram disso antes? Bom, pelo menos não iríamos mais ficar plantados ali. O interessante é que outras pessoas começaram a nos perguntar onde estava o tal terminal, que bom que não éramos os únicos desinformados.

Depois de despachadas as malas o gentil funcionário (outra ironia ok?) nos disse que se não apressássemos o passo poderíamos até perder o vôo. Ótimo!!! Era tudo o que precisávamos ouvir.

Diante desta informação saimos correndo desenfreados até o tal terminal 1. Isso para mim parecia inconcebível, pois chegamos com 4 horas de antecedência, e de repente temos nossa ida ameaçada?

Passado este susto, fizemos a checagem de nossas bagagens de mão e nos dirigimos ao portão de embarque 26. Ufa! Parecia que tudo estava resolvido, mas o pessoal do aeroporto percebeu que era nosso primeiro vôo internacional e resolveu continuar brincando com nossa saúde cardíaca.

Chegando no Portão de Embarque 26, como marcado em nossas passagens, um funcionário nos diz que aquele não era o portão correto, pois ali estava um vôo da Gol. Ele nos disse também que os funcionários da LAN estavam até 1 minuto antes no portão 25, ao lado. Por muito pouco não tivemos uma síncope! Como assim ali não era o portão correto? O número marcado na passagem não valia nada?

Corremos até o portão 25, onde uma funcionária finalmente nos informou que o embarque para o nosso vôo começaria ás 19 horas.

Para o relato por aqui, pois finalmente pudemos descansar dessa correria e sustos que nos aplicaram.

Continue conosco, pois a aventura continua…

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