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Quarta

Preâmbulo

Hoje definitivamente foi o dia mais corrido e aventureiro desde que chegamos. E você, que tem nos acompanhado dia dia, tem gostado dos posts, este de hoje com certeza está imperdível.

Depois de tomarmos nosso café da manhã, saimos para o Projeto mal sabendo o que nos aguardava.

O Fogão

Hoje a Ana Claudia, o Eduardo e eu, junto com o Claudio não fomos diretamente ao Projeto, pois fomos às compras. A Andreia foi ajudar a Tânia, afinal as crianças consomem muito do tempo.

A Ana Claudia foi ao delírio, pois fomos a uma região que lembrava bastante a 25 de Março. Um monte de portas uma ao lado das outras, e dentro dessas portas, milhares de boxes com quiquilharias de cozinha. Diante daquele caos de ruas estreitas, carros passando uns por cima dos outros, calçadas estreias e cheias de gente, entrávamos em loja por loja para meu total desespero.

Aqui em Arequipa os habitantes tem um hábito bem peculiar. Para tudo, tudo mesmo, se negocia e pechincha usando a famosa frase “quanto menos?” depois da oferta de preço do lojista. Pois bem, com este hábito de consumo, fomos de loja em loja pesquisando preços de panelas e do famoso fogão, que foi o objetivo inicial da oferta que você doou. Depois de muitos “quantos menos” finalmente achamos uma loja que tinha um preço justo. Compramos o fogão, de 2 bocas com forno, 3 panelas e mais algumas coisas de cozinha.

Depois desta batalha o pior nos aguardava. Ficamos eu, a Ana Claudia e o Eduardo, naquela calçada mega movimentada, esperando o Claudio voltar com o carro do estacionamento. Assim que o Eduardo avistou o Claudio chegando, imediatamente ele começou a fazer o desvio dos demais carros que passavam. Agora imaginem o trânsito normalmente caótico como não ficou depois desta intervenção inusitada?! Tratamos de colocar o fogão rapidamente em cima do carro em meio ao som das buzinas enlouquecidas e voltamos finalmente para o Projeto; alegria geral do pessoal do Projeto Sembrando Vidas!

A casa

Se o dia terminasse com esta aventura jã estaria de bom tamanho, mas por íncrivel que pareça tinha apenas acabado de começar.

Acontece que, como a oferta enviada foi muito boa, conseguimos comprar uma casa pré-fabricada de madeira, que servirá de sala de aula para os alunos do Reforço Escolar. Já havíamos encomendado a casa, e hoje fomos buscá-la. A parte mais curiosa é que ainda não tínhamos ninguém para entregar a casa. Mas, para o Claudio, aqui em Arequipa, isso não é problema. Rapidamente fomos umas 4 quadras acima da loja onde compramos a casa e achamos um hermano que topou levar a casa em sua camionete.

Neste momento houve uma negociação de como chegar em Characato, local do Projeto. Para nosso entregador não ir sozinho e se perder, ou mesmo quem sabe partir para longe com a casa, eu resolvi ir com ele para seguir o carro do Claudio. O detalhe é que eu não falo espanhol e o hermano não falava português, mas estávamos só nós dois no carro e inevitavelmente surgiam conversas. Não sei como conseguimos nos entender, talvez algum dom de línguas dado naquele momento, quem sabe.

Tudo corria bem, até que o hermano resolveu “cerrar el camino”, que eu entendi como um atalho. O pior de tudo é que eu estava certo! Ele resolveu cortar caminho e se deviou da rota da Claudio dizendo que conhecia um caminho mais rápido. O desepero veio quando eu disse para ele que eu não conhecia aquele caminho para Characato. Sem pensar duas vezes ele freou o carro no meio da pista (sim, aqui no Peru se faz isso), deu a volta, entrou em um posto e começo a pedir informações sobre como chegar a Characato.

Neste momento eu perguntei a ele se havia dois Characatos em Arequipa, e para aumentar meu despero ele disse que sim, havia dois Characatos em Arequipa, e ele estava indo para o errado.

Tentem imaginar a situação de alguém que não habla español, estava sem a carteira, não sabia o telefone de ninguém, e ao lado de um peruano que não sabia a caminho para a Characato correta?! Pois bem, agora você pode ter noção do que eu estava sentindo naquele momento.

Nuestro hermano, com a ajuda da população local conseguiu achar o caminho para Characato, e por iluminação divina consegui lembrar o caminho, e explicá-lo, para nosso entregador.

Ufa! Finalmente havia conseguido chegar! Acho que já consigo viver aqui sem morrer de fome.

A porta da casa

Bom, agora você deve estar pensando que a aventura terminou, certo? Claro que não! Tínhamos que montar a casa, ou pelo menos ajudar o montador que a loja mandou.

Em questão de algunus minutos o peruano, que mais parecia um ninja, montou toda casa. Fizemos uma sessão de fotos dentro da casa, fora da casa, enquanto o ninja peruano a montava. Estavam todos alegres, felizes e contentes, porém o que parecia estr correndo bem, justamente no final da montagem, a porta resolve dar problema. E aconteceu que demorou muito mais tempo para montar uma porta do que a casa toda.

Neste momento todo pessoal foi embora, e ficamos eu, o Claudio e a Tânia, que já mora lá, esperando o montador terminar seu serviço. Acontece que hoje foi a noite mais fria desde que chegamos, e tinha que ser justamente hoje.

Como a Andreia tinha voltado com o pessoal para casa de carro, eu e o Claudio voltamos de kombi. Foi um tour pela cidade de Arequipa. Descemos no ponto final, e de lá tentamos arrumar um táxi para completar o caminho, mas acontece que todos vinham cheios, impressionante!

Finalmente conseguimos um, que fez uma trajetória em vários pontos de congestionamento, e ainda no final da viagem papo vai, papo vem ainda falamos com o motorista de taxi que está desviado dos caminhos de Jesus. Oramos com ele, e depois quase nem acreditando chegamos na casa do Claudio.

O Fim

A noite terminou com a visita de um casal amigo dele e da Andreia, o Fabio e a Patrícia. Como era aniversário do Fábio hoje, a Andreia resolveu fazer nada mais, nada menos que strogonoff, meu prato favorito!

Bom, o dia hoje rendeu muito! Deus mostrou que cuida de cada detalhe daquilo que está em seus planos.

A partir de amanhã iremos começar a pintura da casa.

Continue conosco acompanhando tudo o Deus faz por meio de sua igreja.

Categorias:Arequipa 2010, Quarta
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