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Quando o clamor não resolve.

Muitos, durante sua caminhada na fé, ficam desapontados com Deus. Esta decepção vem do fato de, muitas vezes, não estarmos conectados à vontade de Deus. Queremos fazer da nossa vontade, a vontade dele.

Será que nossa oração, nosso clamor podem fazer Deus mudar de idéia? Será que aquilo já estava pré-determinado por ele mudará em face do nosso clamor?

Creio que a razão de Deus ouvir nossos clamores, é que, de alguma forma,  conseguimos captar sua vontade plena para determinado acontecimento ou circunstância. O inverso também é verdadeiro – Deus não nos ouve de forma alguma quando o que pedimos está contra a sua vontade, ou aquilo que Ele mesmo já determinou.

Veja o caso de Jeremias, nosso profeta chorão.

Deus já havia determinado destruir Judá em consequência de seus pecados. E antes mesmo que Jeremias gastasse saliva à toa, Deus o advertiu:

Jer. 7:16 – Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por ele clamor ou oração, nem me supliques, porque eu não te ouvirei.

Deus foi absolutamente claro aqui. Não ore, pois não vou ouvir. E todos sabemos o que aconteceu com Judá. Deus já havia planejado o cativeiro, era necessário que isso acontecesse.

Diante disso, me pergunto se realmente Deus ouvirá alguma oração do tipo:

“Deus, em nome de Jesus te peço que não permitas que aconteceçam terremotos, que não aconteçam catástrofes, que não aconteçam guerras…”

Segundo a Bíblia, esta é mais uma oração que Deus não ouvirá, vejam em Marcos 13:7

Outras orações que tampouco serão ouvidas:

“Que o anticristo não se levante contra o Senhor” – “Que o diabo se converta”

Claro que colocadas dessa forma chegamos à conclusão que estas orações beiram o absurdo. Mas quantas orações absurdas não são feitas hoje em dia?! Quantas orações que estão fora do propósito eterno de Deus.

Logo, para não ficarmos frustrados e decepcionados, estejamos todos os dias no centro da vontade de Deus (não na nossa), e procuremos saber, a cada dia, qual é a vontade dele para nós.

Desta forma oraremos sempre como Jesus: “Contudo, que não se faça a minha vontade, mas a sua”.

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