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Os ensinos de Jesus – Conclusão

Jesus deixou à sua igreja muitos mandamentos e ensinos.

Não há como ficar indiferente a estes ensinos. Podemos nos chocar, considerar um grande desafio ou mesmo ignorá-los completamente. Mas ficar inerte às suas palavras, como se  nada significassem, é impossível.

Jesus deixou claro que, o amor de seus seguidores a ele, se manifestaria guardando seus mandamentos, não apenas conhecendo-os.

Não devemos considerar Jesus apenas um grande mestre. Não há como considerá-lo apenas um homem com o maravilhoso dom do ensino. Sua autoridade, vinda de si mesmo, e não de outros, deixa bem clara a razão do seu ensino e sua missão entre nós.

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Os ensinos de Jesus – O assunto do seu ensino

O grande assunto dos ensinos de Jesus foi sem dúvida o Reino de Deus. Os 4 evangelhos dão primazia aos ensinos do Reino. Mateus sintetiza todo conteúdo do ensino de Jesus quando diz: “Desde esse tempo começou Jesus a pregar e dizer: ‘Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos céus…’ Andava Jesus por toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino” (Mateus 4:17,23).

Em seu primeiro grande discurso, o sermão do monte, o Reino de Deus, ou dos Céus, foi a linha mestra de seu ensino. Frases como “Bem aventurados os pobres de espírito, pois deles é o Reino dos Céus” e “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça”, dão a tônica de seus discursos e ensinos.

Esta era a ansiedade do povo judeu naqueles dias. Estavam aguardando o estabelecimento do Reino de Deus, a promessa feita a Davi, seu servo, de que sua descendência governaria eternamente.

Com seus milagres Jesus pregava, e mostrava, que o reino de Deus havia chegado; não da maneira como esperavam, mas havia chegado! Jesus seguia a linha histórica judia, o que ele falava tinha uma preparação divina de longa data.

Jesus, ao abordar o Reino de Deus, estava colocando seu ensino na linha histórica do Antigo Testamento, e de todas as profecias escritas naquele período.

Deve ser destacado que este Reino não seria de bens materiais, mas sim de alegria e paz no Espírito Santo. Jesus sempre destacou que os bens materiais não devem ser fonte de alegria, ao contrário do que os judeus de seu tempo pensavam.

Seu ensino deixou claro que o estabelecimento deste Reino não seria pela força física, pois seu Reino não é deste mundo, e não precisaria dos recursos deste mundo para isso.

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Os ensinos de Jesus – Método e características

Jesus não deixou aos seus discípulos nenhum livro escrito. Todo o seu ensino foi oral. Jesus não usou não usou nenhuma técnica científica ou sistemática em seus ensinos. Comparando os ensinos de Jesus com fórmulas mais sistemáticas, seu ensino era ocasional. Onde houvesse uma oportunidade, durante o cotidiano das pessoas, lá estava Jesus ensinando as verdades do Reino de Deus ao povo.

Jesus também não se preocupava com platéias, ou público. De uma mulher samaritana, sozinha no poço de Jacó, às multidões que o seguiam, sua autoridade, amor e compaixão eram ferramentas para ensinar o único caminho para Deus. Qualquer que fosse seu público, a universalidade do seu ensino era patente.

Ainda sobre seus ouvintes, a adaptação de Jesus a eles era perfeita. Jesus sabia qual o ponto de partida de cada um dos seus ouvintes, e, a partir dali, ensinava as verdades eternas. A linguagem adotada para cada público evidenciava o caráter popular de seu ensino, que era simples do ponto de vista linguístico, mas profundo quanto ao significado que encerrava.

Seus exemplos e comparações faziam seus ouvintes lembrarem-se facilmente dos seus ensinos. O povo estava bastante acostumado às figuras que Jesus frequentemente mencionava. Suas parábolas eram únicas na literatura, e ajudavam a clarificar seu ensino.

Quem não poderia entender a lição dada por Jesus, sobre amor ao próximo, depois da parábola do samaritano?

Para Jesus, os fatos comuns do dia-a-dia, animais e objetos, serviam a fins espirituais. As aves do céu, o pastor e a ovelha, os lírios dos campos, os trabalhadores na ceifa, todas essas coisas foram usadas para ilustrar as verdades espirituais do Reino de Deus, e Jesus conseguia fazer com as pessoas se prendessem às verdades que todos esses exemplos ilustravam.

Jesus ensinou seus discípulos à medida que eles podiam entender os conceitos e verdades transmitidos.  Por exemplo, ele postergou a confissão de ele era o Messias esperado de Israel. Mas o conceito que os judeus daquela época tinham de Messias era completamente diferente do que Jesus tinha.

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Os ensinos de Jesus – Introdução

Os ensinos de Jesus, ainda nos dias de hoje, é um tema aberto, em discussão. Não há dúvida alguma que, mesmo quem não professa a fé cristã, admira e tem em alta estima os ensinos do Mestre dos mestres.

É sabido que mesmo em países onde a fé cristã é proibida, Jesus é tido por um mestre por excelência. Seus ensinos e seus métodos são temas acadêmicos e geram muita literatura ainda hoje, inclusive sobre auto-ajuda.

A grande marca característica de seu ensino era, sem dúvida nenhuma, a autoridade. Por várias vezes, nos evangelhos, são citadas a admiração e espanto das pessoas sobre a autoridade que emanava de suas palavras enquanto ensinava o povo. Os escribas, quando ensinavam, jamais o faziam sem justificar suas palavras com citações de rabinos famosos do passado. Mesmo quando Jesus diz que os seus ensinos não são dele mesmo, mas do Pai que o enviou, o tom de autoridade, em sua voz, prevalece.

Jesus nunca argumentava. Ele somente expunha a verdade com convicção, mesmo quando pareciam não entender, mesmo quando se chocava com aquilo que as pessoas consideravam como correto. Aqui temos uma diferença significativa com Sócrates, o único mestre ocidental que podemos comparar com Jesus. Sócrates apenas procurava a verdade, mas Jesus nunca falava como se estivesse em dúvida, pois era, ele mesmo, a Verdade.

No sermão da Montanha, por exemplo, Jesus fala dos antigos mandamentos da lei dos judeus, e os aprofunda, e dão um novo significado aos mesmos, baseados sempre, em sua própria autoridade.

Em seus ensinos haviam sempre duas coisas aparente opostas, mas que Jesus sabia como usá-las: a graciosidade e a severidade. A graciosidade em suas palavras é sempre dirigida aos sofredores, pecadores em geral e em suas curas. Porém, paralelamente a isso, temos a severidade em suas palavras dirigidas aos fariseus, escribas e mestres da lei em geral.

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