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Posts Tagged ‘Igreja’

TEOCAST #003 – A música cristã na pós modernidade

Está no ar o TeoCast #003 !

Neste episódio conversamos sobre a influência da história e da filosofia sobre a hinologia das nossas igrejas.

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Participaram deste programa: Alexandre Milhoranza (@milhoranza), Rafael Cifu (@rafacifu), Fernando Escame (@fernandoescame), Eduardo Cifu (@ducifu) e o Del (@delmassi).

Comente, concorde, discorde, proponha novos caminhos e participe da construção litúrgica para a Igreja do século XXI.

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TEOCAST #002 – A Igreja e a Contextualização Cultural

Está no ar o TeoCast #002 !

Neste episódio conversamos sobre a Igreja e a Cultura, é uma continuação do primeiro TEOCAST

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Participaram deste programa: Alexandre Milhoranza (@milhoranza), Rafael Cifu (@rafacifu), Fernando Escame (@fernandoescame), Eduardo Cifu (@ducifu) e o Del (@delmassi).

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Desconstruindo as estruturas, edificando comunidades

Nos dias atuais, para aqueles olhares mais atentos, cresce a inquietação quanto à prática e razão de ser da Igreja de Cristo. Sim, parece estranho dizer Igreja de Cristo, mas creio ser necessária esta distinção.

Para estas Igrejas, que sentem a necessidade de se tornarem relevantes no mundo, o foco em uma Igreja orientada ao serviço cristão, e não a eventos, tem gerado discussões acaloradas aqui e acolá.

A intenção deste artigo é justamente discutir a diferença de uma igreja orientada ao serviço cristão, abudante em toda a Bíblia, e orientada a eventos.

Em uma igreja orientada a eventos, a estrutura é parte primordial. Sem uma estrutura adequada esta igreja não tem como suprir seu calendário de atividades. Alguns itens, tais como: iluminação, salas, projetores, som e mão de obra são imprescindíveis. Aqui começa o problema deste modelo de igreja, pois, em nome de “fazer a obra de Jesus“, muitos irmãos acabam se estressando com outros por causa destes itens citados acima. Creio, que você que lê este artigo, ainda tem fresca, em sua memória, a última briga que teve com o “irmão do som”. Nem entraremos em profundidade nas brigas geradas por conta do atropelo nos ensaios.

Esta é a igreja orientada a eventos. A infra-estrutura, que tem por função nos servir, acaba nos escravizando, e a briga sobra para o “departamento do patrimônio”. Mais brigas à frente!

Mas, diriam alguns, a estrutura é importante! Afinal como faríamos nossos congressos, cantatas, peças teatrais, programas especiais…?

E de repente, lendo despretenciosamente nossa regra de fé e prática, não conseguimos achar nem um único exemplo de igreja fazendo qualquer um dos exemplos acima.

Quando foi a última vez que houve em sua igreja um evento de entrega de roupas aos desabrigados, e um evento de entrega de alimento aos famintos? Toda a igreja se envolve nestes eventos com a mesma energia com que se envolve em uma cantata? O número de participantes é equivalente? Todos se sentem motivados a participar destes eventos com a mesma entrega de tempo com que organizam um congresso?

Para estes tipos de eventos (ou serviço cristão ?) não é necessária uma mega estrutura de som, palco, iluminação, projeção, divulgação, mas apenas a boa vontade e o amor ao próximo.

Os eventos em nossas igrejas hoje apenas nos cansam, tiram nosso foco daquilo que é o essencial, daquilo que é a razão de ser de uma Igreja: servir ao próximo. Não creio que servir ao próximo seja organizar um bom congresso, ou fazer a melhor cantata. Se for apenas isso qual a diferença entre Igreja e teatro? Ah sim, na igreja se fala de Cristo, claro! Se fala, mas será que se vive Cristo?

Será que nosso mestre estaria preocupado em organizar eventos?

Sempre que a oferta e dízimo de uma igreja é usada em prol da estrutura estamos inconscientemente dizendo que o templo, o som, os equipamentos são mais importantes do que as pessoas. Quanto das ofertas de sua igreja é usada para suprir a infra-estrutura? Quanto dela é destinada aos pobres e necessitados? Percebem agora o quão longe estamos do modelo que Jesus propôs de comunidade?

Vejamos alguns versículos que nos desafiam a uma mudança de paradigmas urgente no modo como vivemos igreja.

Tiago 1:27 A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.

Aqui, além do testemunho pessoal, o serviço é parte integrante da vida cristã.

Mateus 25:34-40 … então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

Segundo o texto acima, o que Jesus vai cobrar de nós? Não vejo menções a eventos, mas sim a serviços.

Logo concluímos que Jesus queria formar uma comunidade, onde todos fossem iguais, sem necessitados, e não uma empresa produtora de eventos, na qual nossas igrejas se tornaram.

Está mais do que evidente que uma igreja orientada ao serviço cristão é o modelo bíblico que nos foi proposto. Porém, conseguimos transformar a vida cristã em um modelo de atingimento de metas (bem ao estilo americano).

Desconstruindo estas estruturas, que só nos atrapalham, e vivendo o cristianismo de serviço, vamos criar um ambiente de comunidade, onde todos se ajudam e, desta forma, acabaremos com a Instituição Igreja, que nunca foi o plano de Cristo para nós.

Igrejas ou consultórios psiquiátricos?

Em um mundo a cada dia mais egocêntrico, não é dificil percebermos o quanto isso afeta a Igreja.

Por consequência do estilo de vida em nosso século, as pessoas tendem a olhar para si próprias. E, a igreja, é fatalmente atingida por estes pensamentos hedonistas, prazer e bem estar a todo custo.

Dificilmente vemos uma ênfase à adoração nas pessoas, por mais que digam o contrário, mas, atualmente, a ida a alguma igreja está relacionada a “sentir-se bem”.

Vamos à igreja para nos sentir bem, a comunhão dos irmãos nos faz bem, saímos com a alma leve e o espírito renovado. Tudo bem, isso não é pecado, mas será mesmo essa a real essência da Igreja? Foi para isso que Jesus morreu na cruz? Para que as pessoas se reunissem para sentirem-se bem?

Será que em algum lugar da Bíblia lemos este tipo de coisa?

As pessoas em nossas igrejas, hoje, almejam estar na igreja para que alguém cuide delas, para que dêem atenção a elas. Se esta espectativa não é suprida de alguma maneira, geralmente de uma maneira toda “especial”, para não dizer bizarra, as pessoas saem da igreja.

Ou seja, estão transformando a igreja, de uma comunidade de adoração ao Deus vivo e Santo, em uma comunidade psico-terapêutica.

Não vamos à igreja para nos sentir bem, ou acolhidos, ou amados; vamos à igreja para adorar aquele que nos deu vida, nos salvou e nos regenerou. A ênfase da igreja não está nas pessoas, mas está em Deus!

A partir do momento que nos conscientizarmos disso, que vamos, que estamos, que pertencemos à igreja, e que a ênfase está em nosso Senhor, e não em nós mesmos, passaremos a querer, cada vez mais, amá-lo e adorá-lo. E como consequência, e não finalidade, passaremos a querer ajudar nosso irmão. Passaremos a amar nosso irmão, e querer o melhor para ele.

Mas isso é uma consequência da nossa adoração a Deus na igreja, e não uma finalidade.

Vamos à igreja para servir, e não para ser servido.

Vamos à igreja para adorar, e não para nos sentirmos bem.

Não faz sentido mudarmos de igreja, denominação, comunidade por causa de desavenças, por causa de não nos sentirmos bem. Podemos mudar de igreja se mudamos de localidade, de bairro, município, Estado, País.

Se todos, como consequência de sua adoração a Deus, cuidassem uns dos outros, não teríamos este tipo de problema, e a igreja se tornaria uma comundiade psico-terapêutica, não como uma finalidade, mas como consequência da atitude correta.

Logo, a origem deste tipo de problema, na igreja, é resultado de nosso pensamento egoísta e pecaminoso.

Por isso a Bíblia diz que não devemos levar em consideração nossos próprios interesses, inclusive o de nos sentirmos bem, para considerarmos os outros superiores a nós mesmos (vejam como a Bíblia se completa).

Então, vamos resgatar o real sentido de Igreja: comunidade de adoração, ao invés de comunidade psico-terapêutica, isso é apenas a consequência de nossa adoração a Deus.

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