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Posts Tagged ‘Teologia Sistemática’

Para entender a história do povo de Israel

A história do povo de Israel, no Antigo Testamento, é vista da perspectiva da lealdade do povo hebreu à aliança com Javé.

De acordo com Deuteronômio capítulo 28 a obediência à aliança traria bençãos e prosperidade, enquanto que a apostasia traria maldições.

Devemos ter especial atenção a algumas expressões que se repetem nos livros históricos, tais como:

  • “Fizeram o que o Senhor reprova” – Livro dos Juízes
  • “Naqueles dias não havia rei em Israel e cada um fazia o que achava certo” – Livro dos Juízes
  • “Andaram nos caminhos de Jeroboão” – acusação contra os reis do Reino do Norte nos livros dos Reis

No decorrer das narrativas dos reis os seguintes padrões são adotados:

  • Todos os reis do Reino do Norte são reprovados por não terem abandonado o pecado de Jeroboão I, que instituiu o paganismo no Reino do Norte como forma de concorrer religiosamente com o Reino do Sul.
  • Os reis do reino do Sul que fizeram o que o Senhor aprova são comparados com seu ancestral Davi, com quem Javé havia feito uma aliança incondicional.

Observaremos que a quantidade de profetas enviados por Javé foi extensa, desde o profetismo extático, passando pelo profetismo da corte e até os profetas literários, que sugere que Javé dera ao povo da aliança ampla oportunidade de arrependimento.

Sua paciência e fidelidade à aliança com o povo foram comprovadas.

Na leitura dos livros históricos devemos:

  • ter como foco a aliança de Javé com o povo, não pessoas e acontecimentos
  • analisar causa e efeito históricos a partir do papel de Javé, não da ação das pessoas

Toda intervenção de Javé na história foi com vistas à execução do seu plano redentor.


O conhecimento de Deus

Ao ler, estudar e interpretar a Bíblia devemos fazê-los sob a ótica de que Deus é o foco de toda história. De Gênesis a Apocalipse vemos o cuidado de Javé com seus escolhidos.

Suas promessas vão se cumprindo, mesmo em face da infidelidade humana, e sua revelação progressiva vai preenchendo a linha cronológica da nossa história.

Nos dias atuais, o homem tem se tornado o centro da teologia (uma grande incoerência aliás), das músicas e até mesmo da liturgia. Deus tem sido relegado ao papel de mero servente do homem, uma espécie de mordomo de luxo.

Porém, somos informados de que a criação serve ao propósito da adoração e louvor à glória do Deus criador de todas as coisas.

Desde o início Deus quis se relacionar com a coroa da sua criação: o homem. Neste relacionamento Divino/humano deveríamos dar a glória devida a ele.

Jesus fala sobre isso com o pai, e vejam o conceito que ele tinha de vida eterna, descrito no evangelho de João capítulo 17 versículo 3:

Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.

Durante a leitura da perícope, a questão do relacionamento e glória de Deus estão juntos. Jesus veio revelar a glória do pai para que o mundo lhe desse a glória devida, propósito para qual fomos criados, como descrito acima.

Logo, a questão do conhecimento de Deus está interligada ao relacionamento com Deus, que, em última análise, redundará na glória devida a ele.

Algumas pessoas erroneamente pensam que não se pode estudar sobre Deus, nem mesmo ter um conhecimento intelectual sobre Deus, pois colocam suas experiências acima da palavra que Deus mesmo revelou a nós. Deus pode apenas ser experimentado, não conhecido. Fazem de Deus um produto.

Em sua palavra escrita Deus mesmo nos deixou uma instrução que derruba o argumento dos empiristas teológicos. Vamos dar uma olhada no que diz Jeremias, no capítulo 9 versos 23 e 24.

23 Assim diz o Senhor : “Não se glorie o sábio em sua sabedoria nem o forte em sua força nem o rico em sua riqueza,
24 mas quem se gloriar, glorie-se nisto: em compreender-me e conhecer-me,pois eu sou o Senhor e ajo com lealdade, com justiça e com retidão sobre a terra, pois é dessas coisas que me agrado”, declara o Senhor .

Notem que, nosso próprio conhecimento não serve para muita coisa, mas Deus nos capacitou para o compreendermos e conhecê-lo. E ele nos diz que se agrada de quem busca este conhecimento.

O gênero de Deus

A Bíblia nos diz que Deus é o nosso pai. Mas será que Deus é do gênero masculino?

Para entedermos melhor isto é necessário nos lembrar de que a Bíblia foi escrita por judeus e primeiramante para judeus. A sociedade judaica era patriarcal, ou seja, o pai detinha a autoridade do lar.

Logo, para os judeus, quando era ensinado que Deus era o pai celestial logo vinha à mente a autoridade e provisão que um pai terreno oferecia.

Então, o conceito de Deus como pai é apenas uma metáfora para melhor o compreendermos , pois a Bíblia nos diz que Deus é espírito (João 4:24).

A eternidade de Deus

Deus é o criador de todas as coisas, e não está sujeito ao tempo linear, como nós estamos. Porém, em sua revelação progressiva ele intervém em nossa linha do tempo.

Vemos que Deus vive e se move fora da nossa linha cronológica, pois seu propósito é eterno, mas se manifesta em nossa finitude. Veja o que o apóstolo Paulo escreve para os  efésios no capítulo 3 verso 11:

10 A intenção dessa graça era que agora, mediante a igreja, a multiforme sabedoria de Deus se tornasse conhecida dos poderes e autoridades nas regiões celestiais,
11 de acordo com o seu eterno plano que ele realizou em Cristo Jesus, nosso Senhor,

Notem que o plano era eterno, mas se manifestou em nosso chronos por meio de Jesus Cristo.

O Antigo testamento também nos dá uma idéia da eternidade de Deus no Salmo 90 versículo 2:

2 Antes de nascerem os montes e de criares a terra e o mundo,de eternidade a eternidade tu és Deus.

O original hebraico traz a palavra ôlam significando eternidade para frente ou para traz com ênfase na repetição.

Pedro também nos dá um conceito interessante de que Deus não está sujeito ao nosso chronos:

Não se esqueçam disto, amados: para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia. (II Pedro 3:8)

O tempo, para Deus, é apenas uma ferramenta para ele estabelecer, e cumprir, seu propósito. Vamos ler o Paulo diz aos Gálatas sobre a questão do tempo e do seu propósito:

Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da Lei, (Gálatas 4:4)
Deus tem autoridade para estabelecer o tempo, isso nos prova que Deus é Senhor do tempo também.
Ele lhes respondeu: “Não lhes compete saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade. (Atos 1:7)

Deus existe antes de tudo, por isso é completamente independente de tudo e de todos.

Teologia – Definição

O termo Teologia vem do grego Theos → Deus e Logos → Palavra, Estudo.

No contexto de nossos dias podemos definir Teologia como: “A Doutrina de Deus e suas relações com o universo.”

1    Por que devemos estudar Teologia?

Sendo Deus a causa primeira de todas as coisas, devemos estudar sua relação com o Universo e com os homens. Isto tem impacto direto em nossas vidas.

Uma das maiores razões para se estudar teologia é o valor do conhecimento sobre Deus. Qualquer outra categoria de conhecimento é um meio para um fim, mas o conhecimento de Deus é um fim digno em si mesmo. E, visto que Deus Se revelou através da Escritura, conhecer a Escritura é conhecê-Lo, e isto significa estudar teologia.

Devemos sempre lembrar que conhecer sobre Deus não é o mesmo que conhecer a Deus. Porém antes de conhecer a Deus temos que conhecer sobre Ele antes de mais nada. Veja o que a sua palavra diz sobre isso:

“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus; e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. (1 João 4:7-8)”.

2   Objetivo

O objetivo da Teologia é o estudo detalhado dos fatos a respeito de Deus e as relações entre Deus e o universo e a exibição destes fatos em uma unidade organizada e conectada entre si.

Quando definimos Teologia como uma ciência estamos indicando seu objetivo. A ciência não cria nada, apenas descobre. A Bíblia é para o teólogo o que a natureza é para o cientista, um conjunto de fatos desordenados ou parcialmente ordenados. Deus não achou necessário escrever a Bíblia numa forma sistemática, portanto é nossa tarefa juntar estes fatos e colocá-los sob forma de um sistema lógico.

Nós não podemos fazer teologia mais do que podemos fazer uma lei da natureza. Então, desta forma, um teólogo é um servo e intérprete da verdade objetiva de Deus.

3  A Existência de Deus

Quase todas as pessoas tem de certo modo uma intuição acerca de Deus. De que existe um Ser superior, um Ser Supremo ou algo semelhante. Qual é a razão desta convicção? Para responder a esta questão algumas respostas tem sido dadas:

▪ O conhecimento de Deus é inato (já nascemos com esta noção).
▪ Revelação do próprio Deus.

3.1  Conhecimento Inato

É o conhecimento com o qual já nascemos, independente da experiência de vida de cada um, isto se deve à nossa constituição racional e moral. Não é obtida por meio de nenhum conhecimento ou estudo.

Podemos verificar isto em Romanos quando Paulo nos diz que os gentios não cristãos conheciam a Deus, porém não o honraram como Deus nem lhe deram graças (Rom 1:21). Diz ainda que mudaram a verdade de Deus em mentira (Rom 1:25). Isto implica em que estes homens conscientemente rejeitaram as verdades de Deus, sabiam de sua existência, mas resolveram rejeitá-lo. Isto é tão verdade que em Romanos 1:19 Paulo nos diz que Deus se manifestou a estes homens.

A Bíblia também nos diz sobre o fato de alguns negarem este senso interno e inato da existência de Deus. Salmos 14:1 nos dá claramente esta idéia, inclusive chamando estas pessoas de insensatas e tolas. Vemos que a raiz desta negação reside no pecado, também inato ao homem, conforme nos narra a Bíblia em Salmos 10:3-4.

Estas passagens indicam que, por causa de seu pecado, as pessoas pensam irracionalmente e negam a existência de Deus. Porém no mesmo contexto vemos que estas pessoas são declaradas sem desculpas, por negarem a Deus, o qual se manisfestou entre elas (Rom. 1:20).

Esta consciência interna e inata na vida das pessoas às vezes pode se manisfestar em momentos de perigo ou morte iminente. Imagine uma pessoa em um desastre, que negou a Deus a vida toda, e neste momento inconsciente, ou conscientemente passa a clamar a Deus por sua vida.

Na vida de um cristão este senso interno, a consciência de que Deus existe, se torna muito mais forte e distinta como nos diz a Bíblia em Romanos 8:15-16, onde além de O reconhecermos como Deus, também O reconhecemos como nosso Pai.

3.2  A revelação de Deus

Nunca poderíamos conhecer a Deus se Ele mesmo não se revelasse a nós.

Revelação é a ato de Deus pelo qual Ele se mostra ou comunica verdade à nossa mente; pelo qual Ele torna manifesto às suas criaturas aquilo que não pode ser conhecido de nenhuma outra maneira.

Temos esta revelação nas escrituras e na natureza. A Bíblia toda, assume que Deus existe. O primeiro verso de Gênesis já nos apresenta o que Deus fez no início de tudo. Ora, se Deus fez algo, é claro que sua existência é obvia.

Se cremos realmente que a Bíblia é a verdade, então sabemos, por meio dela, que Deus existe, e que podemos também saber sobre sua natureza e seus atos.

O mundo nos dá muitas evidências da existência de Deus. Paulo nos diz em Romanos 1:20, que seu eterno poder e divindade “claramente” se observa nas coisas que foram criadas. Então, concluímos que esta ampla referência às coisas criadas nos dá evidência do caráter de Deus.

Todavia é o próprio homem, criado à imagem de Deus, que nos dá o maior testemunho da existência de Deus. Sempre que encontramos outro ser humano, deveríamos perceber que existem incríveis habilidades inatas em cada um, que só poderiam ter sido criadas por um Criador infinito.

Em Atos 14:17 Barnabé e Paulo nos dão mais provas evidenciadas pela natureza.

Davi, em seu Salmo 19:1-2 nos fala do testemunho dos céus sobre a criação de Deus.

Basta olharmos para o alto e vermos todas as coisas criadas que Deus sustenta pela sua palavra. Ou ainda o Universo todo, com todas as suas leis de gravidade, atração e repulsão dos corpos, órbitas planetárias, as condições perfeitas para a vida somente aqui no planeta Terra e não em outro planeta de nosso Sistema Solar. Isso graças à distância exata do Sol, para que não fôssemos queimados, nem congelados. Como conceber que todas as leis da Física e da Química, que regem nossa vida, fossem frutos de reações físico/químicas aleatórias?

Portanto, quando nós cremos que Deus existe, Não estamos baseando nossa fé em alguma coisa obscura e nem mesmo nossa fé é cega. Pelo contrário, baseamos nossa fé em uma esmagadora quantidade de evidências que provam que Deus existe, baseamos nossa fé na palavra de Deus e nas criações de Deus.

Além do mais, estas evidências não são desqualificadas simplesmente pela rejeição de algumas pessoas a elas. Na realidade são estas pessoas que rejeitam as evidências que estão erradas em seu julgamento.

4  Provas da existência de Deus

As provas da existência de Deus têm sido construídas ao longo dos anos por filósofos cristãos, especialmente analisando as evidências que a natureza nos dá, e são tentativas de persuadir àqueles, que irracionalmente pensam, ou rejeitam a idéia, da existência de Deus. É verdade que é o pecado que faz as pessoas pensarem irracionalmente sobre isto. Porém estas provas são tentativas de fazer estas pessoas pensarem racionalmente sobre a existência de Deus, a despeito do pecado de cada uma delas. Todas estas provas da existência de Deus podem ser reunidas nestes quatro tipos principais:

4.1  Argumento cosmológico (visão de mundo)

Parte-se do principio da Lei da Causa e Efeito. A Lei de causa e efeito, em Filosofia, parte da definição de que “Nenhum efeito é quantitativamente maior e/ou qualitativamente superior à causa”.

A aplicação do princípio acima é amplamente reconhecida nas ciências exatas como Física, Química e Matemática, no entanto, podemos encontrá-lo em Biologia, Filosofia e Sociologia, enfim em todos os aspectos de nossa vida.

Disto podemos concluir que somente Deus (superior) = Causa, poderia conferir vida ao ser humano (inferior) = efeito. Os evolucionistas (corrente que acredita que as espécies de vida descendem de um ser vivo inferior), por sua vez, são totalmente desacreditados por não saberem se posicionar solidamente diante dos princípios da Lei de Causa e Efeito, visto que defendem, em um determinado aspecto, exatamente o contrário do que defendem os criacionistas.

Observe: “O ser humano, como as outras espécies de vida, é efeito das reações químicas, que ao longo dos anos, tiveram como resultado a formação de um ser heterotrófico e anaeróbico”(Richard Dawkins). Assim podemos concluir que o ser heterotrófico (inferior) = causa produziu os seres vivos (superior) = efeito.

4.2  Argumento teleológico (ramo da filosofia que estuda os fins últimos da sociedade, humanidade e natureza)

É na realidade um subitem do argumento cosmológico. Este argumento nos diz que um projeto supõe a existência de um projetista. Uma vez que o universo tem ordem e foi criado com uma utilidade, assume-se que existe um Deus com inteligência superior que colocou ordem em todo universo. Todo o universo é regido por leis, sem as quais haveria um caos completo e não seria possível nem mesmo a órbita dos planetas em torno do Sol. Logo, se há ordem e inteligência no Universo ordenado, podemos ter certeza de que Deus criou estas leis e ordens, visto não ser possível todas estas coisas surgirem sem uma causa.

4.3  Argumento antropológico (ramo da ciência que estuda o homem e suas relações)

O sentido de certo e errado dos seres humanos, a necessidade de justiça nos remete a Deus que é a fonte do certo e errado e quem um dia julgará a todos. Assim como o sol refletido num espelho nos revela que ele existe e o que ele é, da mesma maneira nossa alma revela Deus para nós. A reflexão do Sol no espelho não nos revela tudo a respeito do Sol assim como nosso senso de justiça, certo e errado não nos revela tudo sobre Deus, porém podemos confiar pelo reflexo do Sol no espelho, que o Sol existe; assim como por estes atributos do homem, que Deus existe.

4.4  Argumento ontológico (parte da filosofia que trata da natureza do ser e de sua existência)

Este argumento tem base nas idéias abstratas do homem. Todo homem tem dentro de si a idéia de um ser absolutamente maior e perfeito. Este argumento admite que existe na mente do próprio homem o conhecimento básico da existência de Deus, colocado lá pelo próprio Criador.

Finalmente, devemos lembrar que em um mundo perdido no pecado somente Deus pode nos tirar da cegueira espiritual e irracionalidade. Se Deus mesmo não se revelar para nós, jamais teríamos condições de buscá-lO. 2 Cor. 4:4 e Romanos 3:11 deixa esta verdade bem clara.

5  Principais idéias anti-teístas

5.1  Ateísmo

Nega a existência de qualquer divindade. Acredita que o universo surgiu por acaso, ou que sempre existiu, sustentado por leis pre-existentes e impessoais. Podem ser divididos em dois grupos: ateu prático e ateu teórico.

Os primeiros são assumidamente gente sem Deus, que não reconhecem a Deus e que vivem como se Deus não existisse, assim como nos fala o Salmo 10:4

O outro grupo baseia sua negação no desenvolvimento de raciocínios. Tentam provar por meio de argumentos que eles consideram razoáveis e conclusivos que não há Deus.

5.2  Agnosticismo

Vem do prefixo de negação “a” colocado antes da palavra grega para conhecimento “gnostos”, desta forma agnostos, significando “não saber”.

O agnóstico não nega a existência de Deus, ou de um deus, mas sim, nega a possibilidade do conhecimento deste deus. Todo adepto desta filosofia alega crer apenas no que pode ver e tocar.

5.3  Deísmo

O deísmo é uma postura filosófico-religiosa que admite a existência de um Deus criador, mas rejeita a idéia de revelação divina. É uma doutrina que considera a razão como única via capaz de nos assegurar da existência de Deus, desconsiderando, para tal fim, a prática de qualquer religião. Este deus fez o universo e o homem, mas abandonou sua criação. Deus Não possui atributos morais nem intelectuais.

5.4  Materialismo

Nega a existência do espírito ou de seres espirituais. Toda realidade é simplesmente matéria em movimento. Não existe vida pós-morte; céu e inferno são estados terrenos de prazer ou sofrimento, sucesso ou fracasso. O materialismo declara que a única realidade é a matéria, e que o homem é um animal apenas, por isso não é responsável por seus atos. Os diferentes comportamentos físicos e psíquicos humanos são simplesmente movimentos da matéria. Desta forma, o homem não tem o que, nem a quem prestar contas de nada.

5.5  Panteísmo

Deus é simplesmente a natureza, a soma total do sistema universal. O hinduísmo segue este filosofia. O termo vem do grego Theos, que significa “Deus” e Pan, que significa “tudo”. Ensina que tudo no universo é Deus e Deus é tudo. O universo é o próprio Deus.

5.6  Dualismo

Ensina a existência de dois reinos opostos: um do espírito e outro da matéria, contrários um ao outro, ou o governo do mundo por dois deuses: um de maldade e trevas e outro de bondade e luz. Zoroastro, filósofo persa, foi o primeiro a defender esta tese; a idéia de dois deuses (Bem X Mal) onde nenhum dos dois triunfa no final.

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